quinta-feira, 29 de outubro de 2009

GRANDE ATUACAO!!!!

Mesmo que tenhamos saido do jogo de ontem diante do Sao Paulo com o resultado negativo e louvavel que estejamos satisfeitos com o desempenho do time na partida valida pela 32* rodada do campeonato Brasileiro de 2009.
Diante da atuacao superior dentro dos noventa minutos, convem dizer que Mario Sergio fez seu quinto jogo pelo Inter e foi sua primeira derrota mas com gosto amargo por ter sido tambem a melhor atuacao da equipe sobre o seu comando.
Agora o INTER perdeu uma posicao com relacao a rodada anterior e e quarto colocado mas pode logo ali na frente assumir a lideranca como qualquer outro time que esteja disputando a parte de cima da tabela. E que venha o Botafogo, lotaremos o Gigante rumo a mais uma vitoria no domingo.E quem sabe com uma ajudinha do arquirival nas proximas rodadas nao possamos ser campeoes em nosso centenario em.......
Tenham fe e acreditem sempre, o INTER vai chegar la.

Daniel da Costa - Vermelho
Correspondente da Irlanda

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Inter vs Sao paulo

Hoje temos que reunir todas as forcas e energias positivas para sairmos vencedores de mais uma grande batalha dentro do Morumbi contra um adversario direto ao titulo deste ano de 2009, e com a vitoria fora de nossos dominios assumiremos a ponta da tabela para nao mais largar...
Unao-se todos em suas casas, bares, botecos, associacoes ou mesmo no radio e torcam sem duvidas para que nosso time triunfe mais uma vez neste estadio como em 2006.
Forte abraco a todos os colorados..

Daniel da Costa - Vermelho
Correspondente da Irlanda

CHOLO O MAIOR!!!!

Entrevista de Guina ao site GloboEsporte.com

Guiñazu de peito aberto: as lembranças e os sonhos do maior ídolo colorado
Em entrevista exclusiva, capitão do Inter faz declaração de amor à torcida, lembra que quase jogou no Grêmio e admite: sonha com o título brasileiro
Alexandre Alliatti Porto Alegre

O torcedor
colorado olha o calendário, vê o dia 6 de dezembro de 2009 e deixa o pensamento viajar. Imagina um estádio lotado, com cada canto avermelhado de expectativa. Prevê um jogo de tensão contra o Santo André. Sonha com uma explosão de euforia no apito final. Visualiza, no meio do campo, um palco. E pensa em um argentino, talvez com a cabeça raspada, talvez com cabelo moicano, caminhando para lá, com a braçadeira de capitão devidamente acomodada no braço. E aí sonha com um gesto para o alto, com uma taça erguida, com a repetição de uma festa que teima em não acontecer há 30 anos. E o torcedor colorado não sonha sozinho. Pablo Horácio Guiñazu sonha junto.



Guiñazu sonha como o torcedor colorado, com o título brasileiro

O ídolo máximo dos colorados recebeu o GLOBOESPORTE.COM na manhã de terça-feira para uma conversa exclusiva no prédio onde mora, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre – suspenso, ele não enfrenta o
São Paulo nesta quarta. Entre um gole e outro de café com leite, o argentino bom de papo falou sobre as andanças na carreira, resgatou os primeiros passos no futebol, brincou com as aventuras na Rússia, lembrou do dia em que duelou com Zidane, admitiu que quase foi para o Grêmio, comentou a expectativa de ir para a Copa do Mundo e mostrou olhos de brilho mais intenso ao dizer que sonha, a cada instante, com o título de campeão brasileiro.

Acima de tudo, Guiñazu falou sobre a relação com uma torcida que o adotou como maior ídolo desde a saída de Fernandão. Abaixo, o internauta lê os principais trechos de uma entrevista de quase uma hora de duração - conversa que, na prática, é uma declaração de amor do Cholo aos colorados.

GLOBOESPORTE.COM: Para quem olha de fora, para quem não é jogador, é difícil imaginar a sensação de um atleta ao ir a campo e ouvir um estádio inteiro cantar uma música para ele, como acontece com você. Ao ouvir aquele “Ôooooo, Guiñazu”, o que passa pela sua cabeça?


GUIÑAZU: - Parece um sonho. É tudo que sonhei quando criança, de imaginar o ambiente de um jogo todo. Foi meu sonho, e estou conseguindo. Eu lembro muito das pessoas que conheci quando criança, dos amigos de infância, dos colegas de colégio. Às vezes, eu faltava aula para jogar futebol, e as professoras deixavam eu ir, porque sabiam que eu era responsável. Lembro dos meus pais, meus irmãos, que trabalharam para me dar a grana para a passagem para Rosário. São pequenos momentos que passam rápido pela cabeça. Não posso deixar de lembrar de minhas crianças, Lucas e Matías, de Érika, minha esposa, que estão comigo em todos os lugares. Meus amigos ainda hoje ficam emocionados, dizem que eu não tenho a dimensão de onde cheguei. Eu luto no dia a dia, estou feliz, mas não tenho a dimensão de onde saí e de onde estou agora. Meus amigos falam: “Cholo, isso dá alegria, dá orgulho.” Lembro de todos. Sigo jogando por eles, que fazem força, que sofrem comigo. Lembro de todos. E não tenho formas de agradecer à torcida. Não tenho palavras. Só posso fazer o melhor dentro de campo.

Você já jogou na Argentina, no Paraguai, na Itália e na Rússia. Em algum lugar, houve uma identificação tão forte quanto essa aqui no Inter?

- Teve no sentido de fazer bem o trabalho, mas a identificação assim como tenho no Inter, com uma cidade dividida, é disparada a melhor coisa que me aconteceu.

Como foi sua infância em General Cabrera? O contato com a bola foi desde cedo?


- Veja só. Estou sentado aqui e tem uma piscina aquecida para as crianças na nossa frente. Lá fora, tem uma piscina de verão. Lá adiante, tem as quadras de tênis. E eu penso que não tinha isso quando criança para pular de um lugar para outro e não parar de brincar. Tenho que falar isso para meus filhos: “Aproveitem, porque às vezes a vida te dá isso.” Eu chutava bolas feitas com meias para jogar em qualquer espaço: dentro de casa, quando era noite, porque era frio, e minha mãe brigando com a gente, e na garagem, quebrando as coisas de luz e tudo. A bola sempre foi meu único brinquedo.

Como é a cidade de sua infância?

- Não tem apartamento. É uma cidade muito pequena, de dez mil habitantes, como se fosse um bairro de vocês. Lá, se tem um espaço com grama, não precisa se preocupar em cortar, porque todas as crianças vão jogar bola lá, aí já corta. Era só bola. As calças, quando dava tempo de trocar, eram verdes no joelho, porque caía e aí não saía mais. Era uma briga com as mães. Era sempre bola: contra os muros, com "goleiras" (balizas)...

Quando criança, você já corria sem parar?

- Sempre fui muito elétrico. Vejo meus filhos. Por exemplo, o Matías, que não para. Vai no colégio, almoça, joga tênis, tem escolinha no Inter, escolinha no colégio, aqui também se junta com o filho do Índio e outros amigos. Gosto que as crianças se cansem mesmo, que aproveitem.

Já mostramos, no GLOBOESPORTE.COM, que você está entre os líderes de roubadas de bola e de passes no Brasileirão. Está se tornando um jogador melhor com o passar do tempo?

- Quando o jogador tem experiência, vai aprendendo essas pequenas coisas, a levar uma falta quando o time está precisando, a não errar um passe, e vai entrando tudo na cabeça. Entrou agora o Marquinhos, que para mim joga muita bola, porque é rápido, tem muita qualidade. Ele deixou o Alecsandro na cara do gol. Fico muito feliz. Com ele, pode acontecer de fazer um drible a mais, e eu sempre tento falar. A experiência é isso, saber dar a bola na hora certa. Estou me sentindo muito bem, fazendo as coisas como querem os treinadores. Assim, vou ficando mais completo.

Como virou um jogador profissional do Newell’s Old Boys?

- Sempre se fala que existe uma idade para chegar no clube, se adaptar. Se o atleta tem 19, 20 anos, é complicado. Eu tinha 17, estava jogando em um time amador regional. Um dia, estava em casa de noite, jogando bola com um amigo, e chegou um carro, parou fora e perguntaram pelo “Chalito”, pelo “Chelito”. Aí meu amigo disse que não sabia, e eu disse: ‘ É Cholito!’. Era eu. Ele passou, entrou na porta e nós continuamos jogando. Depois de cinco minutos, eles me chamaram, eu entrei, e era um dirigente do Newell’s. Ele foi me procurar para me oferecer se queria tentar a sorte. Fui lá, fiz um coletivo, me tiraram e levaram para o clube. Assinei o contrato e deu tudo certo. Eu me apresentei em janeiro com a quinta divisão, que é a base. Depois, foi tudo muito rápido. Em seis meses, já joguei como profissional.

É sempre difícil esse momento de sair de casa e ir para outra cidade, não?

- É difícil. E eu sempre estava em casa com minha mãe, meu pai, meus amigos. Sofri muito, mas eu queria. Deixei o estudo, porque queria me doar cem por cento para ser profissional. Poderia ter estudado também. Foi um erro que cometi. Gostava do colégio, não era difícil para mim, mas deixei porque queria me focar no futebol. Hoje, com 31 anos, é uma dívida que tenho. Tenho meus filhos e vou tentar levá-los por esse caminho.

Por qual time você torcia na Argentina?


- Eu era River Plate. Depois, quando cheguei no Newells’s, jogando contra, a gente vira profissional. Quando criança, era fã do River Plate.

E também do Maradona, como todo argentino?


- Sim, sim, jogou muito. Um monstro. Para nós, é Maradona. E gostei muito de Francescoli, o uruguaio. No River, ele arrebentou. São os dois principais.

Como foi a passagem pela Itália?

- Fui para o Peruggia, fiquei um ano lá, e foi muito lindo. Os melhores jogadores, Zidane, Ronaldo, Del Piero, todos estavam lá. Quando voltei, teve a possibilidade do Independiente, que é muito respeitado na Argentina. Aí decidi voltar, e essa volta me levou para a seleção.

Teve que marcar o Zidane?


- Tive que marcar Zidane no campo do Juventus. É impossível, rapaz. Eu tento encontrar parecidos... Sempre parecia que ele ia na mesma velocidade, e a passada dele tinha três metros. Ele te deixava chegar perto, mas quando dava um bote, não adiantava. Era muita falta (risos). Aí ele virava e dava de três dedos, de canhota. Esse cara é um monstro. Ele arrebentou. Jogava sozinho.

E na Rússia (jogou no Saturn)? Alguns jogadores, como o Maxi López, do Grêmio, dizem que lá é complicado, que é até triste...

- Eu tive a sorte de levar familiares, amigos. Nós fomos com uma cabeça positiva, sem essa preocupação de “onde estou”, porque é outra cultura, e são todos seres humanos. Vi gente sorrir, chorar, usar casaco porque estava frio e manga curta porque tem verão. A gente falava e eles não entendiam nada. Depois, aprendi um pouco de russo, aí a gente saía para onde queria. Tive um ano muito bom lá. Joguei todos os jogos. Passamos momentos muito lindos. Minha cunhada acordava e ia dormir com a barriga doendo de tanto rir. Passeamos, pegamos metrô, que atravessa a cidade em vinte minutos. Era um monte de gente, e nós lá no meio, olhando as placas, uma bagunça. Quando você espera para entrar, tem trinta querendo descer. A gente não falava que era falta de educação. A gente pensava que era assim mesmo. Nós, que éramos quatro, não mudaríamos o costume deles. Demos muita risada e passamos muito bem.

Aí chega 2006, e você, pelo Libertad, enfrenta justamente o Inter na Libertadores. Que lembranças você tem daqueles jogos pelas semifinais?


- O Libertad era um time arrumadinho, mas pequeno, com um presidente muito inteligente, que não deixava faltar nada. Não é um clube como o Olímpia e o Cerro. Tivemos uma tristeza muito grande. Chegamos tão perto... E fizemos um baita jogo aqui. Foi 2 a 0, mas com um gol já no fim, do Fernandão. Até o primeiro gol, a bola passava na pequena área e ninguém fazia. O time deu a alma. O sentimento até o primeiro gol era de o Beira-Rio estar mudo. E não era de medo, porque sei como é o clube. Era a emoção do que iria acontecer, como se fosse no cinema. E aí o filho da mãe do Alex fez o gol (risos). Foi a primeira vez em que ele saiu do meu lado. Do meu lado, levou muita pancada, porque eu sabia que ele chutava, já tinha a informação. Quando ele ajeitou, eu já disse: “Não deixa!”. Ele acertou e caiu tudo. Entramos no vestiário com uma alegria por termos chegado onde nós chegamos. Não era para qualquer um. E não foi sorte. Chegamos merecendo.

Nesse momento, você já tinha alguma ideia, informação ou pressentimento de que jogaria no Inter?

- Vou te contar uma coisa. Na véspera do jogo, quando estava no túnel antes do treino, um repórter veio atrás de mim e perguntou se eu sabia que viria para o lugar do Tinga. Eu não entendi bem. Saí para o treino sem entender. Depois, quando fui para o hotel, fiquei sabendo que o jogador poderia ser vendido. Depois do jogo, foram duas ou três pessoas do clube para falar comigo. Eu estava com a veia saltando de raiva e disse que não falaria. Em 2007, me procuraram. Não, antes: foi em 2006.

É verdade que esteve muito perto de jogar no Grêmio?

- Verdade. Um dia, uma pessoa foi na minha casa, ficou uma hora e meia falando do interesse do Grêmio, me ofereceu um contrato. Estava tudo certo, só que não houve acerto com o Libertad. Se o Grêmio acertasse, eu viria, porque estava no Libertad, com mais seis meses seria um jogador livre e não faria isso com o presidente. Deixei à disposição dele a possibilidade de me vender antes. Depois, ele me falou do Inter, e aí foi lá o senhor Silvio Silveira (diretor de futebol), e nós acertamos. No dia seguinte, resolveram tudo no papel e cheguei ao Beira-Rio.

A ideia de que você, tão identificado com o Inter, poderia ter jogado no Grêmio é um pouco estranha, não acha?

- Parece estranho. Mas a gente está falando de coisas que poderiam ter acontecido quando eu estava no Libertad. Não tinha passagem nem por Inter, nem por Grêmio, e eu queria jogar no futebol brasileiro. Não sei se dá para imaginar. Mas assim é a vida, assim é o futebol. Agradeço ter vindo para o Inter. Fica estranho, não dá para imaginar, mas sempre respeito todos os times, não só o Grêmio.

O torcedor do Inter tem idolatria por você. E costuma brincar dizendo que você não cansa, que não sente dor. Não deve ser bem assim...

- Claro que não. Outro dia, no domingo (depois do Gre-Nal), cheguei, sentei na frente da televisão e dormi, sem me mexer. Sinto muita dor. Acordo e não consigo me mexer. Fico dois, três dias assim. Porque não me importa se é final ou não. Se você jogar tênis comigo, vai suar o dobro. Não importa se vai ganhar de 6-0, mas vai suar. Para mim, sempre é possível virar.

Sente que corre mais do que os outros?

- Tento ajudar meus companheiros. Às vezes, se posso correr dez metros e roubar a bola, faço isso. Mas não é para correr mais. É uma bola que recuperamos para o time.

Como pode um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro não ser lembrado para a seleção argentina? Não é injusto?

- Não gosto de falar muito. Pode ser injusto. Respeito os jogadores convocados, mas nunca tenho medo dos que estão lá. Se eu tiver uma chance, vou dar no meio, como vocês falam. Não tenho medo. Tenho respeito pelos jogadores e vou fazer meu trabalho, sempre dar mais, para eles poderem me olhar, me convocar. Estou muito feliz e orgulhoso do que estou fazendo.

Ainda tem esperança de disputar a Copa do Mundo? Há tempo?

- Sempre há tempo. Dos jogadores que classificaram a Argentina, quatro ou cinco nunca haviam sido convocados. Futebol é assim mesmo. Tem tempo. É por isso que tenho que trabalhar até o fim.

Se você deixasse o Inter hoje, que lembrança levaria?


- A torcida. E não só a que está atrás do gol. Toda a torcda. No domingo, cobriram o estádio todo. E aí tem esse carinho que você falou no início da matéria. Não tem lembrança maior. Posso ir para a lua jogar e não vai ter igual. Isso é único. É maravilhoso.

No seu site (www.chologuinazu5.com.br), aparece um perfil seu, e uma das perguntas se refere a qual o maior sonho que você tem. A resposta é “ser campeão brasileiro”. Você, quando coloca a cabeça no travesseiro, pensa nisso? Pensa na imagem de levantar a taça que o Inter não ergue há 30 anos?


- Além de um sonho, é uma pressão. Estamos aí, pode acontecer, como pode não acontecer. Estamos perto. É muito complicado o Brasileirão. Qualquer time tem jogadores com qualidade. É difícil, é complicado, mas a gente está perto. Não dá para deixar de sonhar. É todo dia, é quando vou dormir. Depois do clássico, estava com uma tristeza anterior, e tinha vencido o Gre-Nal! Foi porque tomei o terceiro amarelo. Eu queria morrer! O pessoal saiu para a viagem e eu fiquei mais quinze minutos lá dentro. Estava morto. “Esse jogo, não”, eu disse. Mas é o futebol. Sou um cara que sonha. Dá para pensar, dá para sonhar, e a rapaziada vai mostrar que é possível.


Daniel da Costa - Vermelho correspondente da Irlanda

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONCENTRACAO TOTAL!!!!!

Tenhamos certeza!

Hoje, procure acordar cedo, depois de uma boa noite de sono. Acorde tranqüilo, com a energia de quem dormiu o sono dos justos. De quem não precisa questionar os méritos de suas vitórias, de quem tem a serenidade de saber que luta sempre apenas com as armas lícitas do jogo.Tome um bom café, aproveite a manhã. Estude, trabalha, cuide da família e da casa. Faça carinho naqueles que amas. Ligue, mande um e-mail, deixe uma mensagem para alguém com quem a tempo tu não falas. Organize o que puder e se alimente bem no almoço. Só não exagere. Tome um cálice de vinho, talvez dois. Só não se esqueça de se hidratar também.
À tarde, quem puder, vá logo cedo para o Beira-Rio. Quem for de carro, estacione-o em seu lugar preferido e prepare-se para caminhar. Passe pela Borges de Medeiros, vá até o hotel da concentração do Inter. Carregue contigo, sempre, as mais positivas vibrações.Ah, isso é importante: vibrações positivas!
Limpe sua mente de tudo aquilo de mais impuro que pode haver. Se te vier em mente coisas desagradáveis, concentre-se em coisas boas. Se te lembrares do Luiz Zweiter, pense no Fernando Carvalho. Se te lembrares do Márcio Resende de Freitas, pense no Tinga. Se te lembrares do Kia, pense no Sonda. E se, por acaso, algum gremista te ligar, não atenda! Simplesmente, pense no Gabiru! Eles também pensam, acredite!Encontre com seus familiares e amigos.
Celebre! Sim, celebre o Inter centenário, clube que te orgulha pelos ideais sobre os quais foi fundado. Pense no Rolo Compressor, na construção do Beira-Rio, no time da década de 70, no time Campeão do Mundo.Lembre-se que hoje, Campeão Sul-Americano, Campeão Gaúcho e em busca do Brasileirão, nosso time pode ainda ganhar mais essa Copa do Brasil. Lembre que mesmo depois de toda a roubalheira de 2005, demos a volta por cima para o mundo todo ver, literalmente.Contemple o Beira-Rio pelo lado de fora. Confraternize com outros torcedores, cante, vibre, comemore! Contagie a todos ao seu lado com os mais puros e nobres sentimentos que o teu coloradismo te ensinou.
Coma alguma coisa leve antes de entrar no estádio e não beba demais.Entre cedo, vá ao banheiro, acomode-se bem e relaxe. Estique-se um pouco, alongue-se, enfim, prepare-se para uma verdadeira maratona física e emocional. Observe o estádio enchendo lentamente, a euforia contagiante tomando conta de todos e, aos poucos, vá esquentando as tuas cordas vocais. Cante.
Quando estiver próximo do jogo começar, prepare-se, levante-se. Tu não vais mais sentar. Nem mesmo vais perceber. A batalha vai começar e tu és um guerreiro fundamental nessa luta. O Inter conta contigo. O Inter sabe que pode contar contigo. O Inter tem certeza disso!Quem estiver em casa ou em qualquer outro lugar acompanhando o jogo, igualmente concentre-se. Aproveite bem o dia sempre preparando para que, na hora do jogo, nada mais te tire a concentração. Tu também estarás dentro do estádio. Tuas vibrações também chegarão lá. Hoje, o Beira-Rio irá até cada colorado e cada colorado irá até o Beira-Rio. Mas lembrem-se: sempre pensamentos positivos.
Ainda no primeiro tempo faremos 1 x 0, todos mentalize isso. Talvez logo em seguida já façamos 2 x 0. Pronto, acabou. O segundo tempo será nosso. Mesmo que eles façam um gol faremos outros dois. Tô dizendo, pensamento positivo, amanhã ninguém nos segura.Se virar 1 x 0, a gente mata eles no segundo. Se virar 0 x 0, também. 2 x 0 até os 30 do segundo e eles não aguentarão a pressão. Talvez demore o segundo gol, mas certamente ele sairá. E se tiver que ser nos pênaltis, que seja. Pensamento positivo. D’Ale faz, Andrezinho faz, Danny faz, Magrão faz e, até lá, o Lauro já pegou dois ou três. Até tu, se tiver que bater um pênalti, hoje, certamente fará.
E coitado do Corínthians se fizer gol cedo. Ainda mais cedo tomará a virada. Não tem como, não tem jeito, hoje ninguém segura o Inter, ninguém segura o Beira-Rio, ninguém!Hoje, o espírito vai ser esse. Pense sempre positivo, acredite em cada dividida, em cada jogada. Jogue junto o tempo todo, sempre na certeza de que no lance seguinte tudo dará certo.
E se não deu, é porque não acreditaste o bastante, não tiveste a certeza que o colorado do teu lado teve. Mas se todos nós, juntos, tivermos certeza, o placar vai acontecer.
Eu tenho certeza!

Todos juntos, tenhamos certeza!

Daniel da Costa - Vermelho
Correspondente da Irlanda

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recopa Parte 1 !!

Hoje comeca a semana de concentracao e testes que iremos ter, e que soh irao servir para salientar ainda mais a grandeza e a forca que tem o Sport Clube Internacional, um clube Centenario e com o maior quadro social da America latina.
O adversario eh o atual campeao da Libertadores da America, e eh muito imporatnte o resultado nos primeiros noventa minutos, pois iremos jogar os noventa minutos restantes na altitude de Quito depois de uma maratona de jogos importantissimos.

Mais uma vez a forca de nosso decimo sgundo jogador eh muito importante,

Vaamoo meu INTER, vamos ganhar la dentro do chiqueiro......

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Daniel da Costa - Vermelho
Correspondente da Irlanda

DE QUE SÃO FEITOS OS HEROIS?

Herói, para muitos um ser quase mitológico que habita o imaginário das pessoas comuns, um ser com poderes especiais, com DNA modificado, com habilidades e capacidades muito superiores às dos demais homens e mulheres. Certamente os fãs de ficção científica seriam capazes de escrever dezenas de linhas descrevendo as características, poderes e habilidades de um herói, mas particularmente, prefiro falar aqui de heróis de carne e osso, os heróis de verdade.
Mas, creio que nesse momento devo alargar meu discurso um pouco mais e falar de que são feitos os heróis para um colorado. Pra nós, colorados, o herói é feito de carne e osso, e se angustia, e sofre derrotas, é gente igual a gente, sem força fora do comum, não sabe voar, não tem laser no olhar, não é indestrutível, não é imortal, nem tem o DNA do seu corpo modificado. Mas tem na sua alma um DNA especial, que o impede de baixar a cabeça, de desistir da luta e que o faz ir adiante, mesmo quando o desafio parece instransponível. Um herói é feito de vontade, de coração, de garra, e isso o faz acreditar, ir adiante e vencer.
O herói é feito, também, da oportunidade e da inteligência em aproveitá-la. Oportunidade de muitas vezes entrar para a história, de mudar seu destino. Oportunidade de fazer o que muitos julgam impossível, oportunidade de ser protagonista de uma verdadeira façanha.
Heróis protagonizam a história, vencem a si mesmos, superam seus limites, são capazes de dar mais de si, quando todos já deram tudo. São feitos de ingredientes simples: coração, vontade, perseverança, coragem, e muito, muito esforço. E é sobretudo, humano.
Para nós Colorados, heróis são aqueles que saem do subúrbio, do canavial, da roça, da miséria e através do seu talento, da sua vontade de vencer, da sua dedicação, do seu esforço, do seu sacrifício, mudam seus destinos e o destino daqueles que amam, e fazendo isso, nos enchem de alegria, a cada vitória. Heróis que entre as quatro linhas fazem o impossível, travam batalhas, e nos dão exemplo de que superar-se sempre é possível. Heróis sem nomes exóticos como Batman, Wolverine, ou Super-Homem, mas, com nomes ou apelidos mais comuns, como Lauro, Índio, Álvaro, Bolívar, Kleber, Guiñazu, Sandro, Magrão, D’Alessandro, Taison, Nilmar, Clemer, Andrézinho, Alecsandro, Danny Morais, Cordeiro, Danilo Silva, Glaydson, Sorondo, Michel, Leandrão, Arilton, Talles Cunha e Giuliano. Homens, que nesse 1º de julho de 2009, estarão frente a frente com seus destinos, mais uma vez, para fazer aquilo que cada um de nós, centenas de milhares de colorados torcedores, TEMOS CERTEZA QUE ACONTECERÁ, vencer o Corinthians e conquistar a Copa do Brasil e a vaga antecipada para a Copa Libertadores da América 2010.
Feito que será conquistado às custas do suor, da garra, da determinação e da coragem desses heróis, mas com a participação ativa do grito e do canto de milhares de vozes e corações colorados espalhados pelo mundo inteiro, mas que por mais noventa minutos, estarão “jogando” como se em campo estivessem.
VAMO, VAMO INTER!
NÓS NÃO ACREDITAMOS, NÓS TEMOS CERTEZA!
Everson Vargas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

90 Minutos!!!!!!!

Amigos Fiéis, nos primeiros 90 minutos de uma final de 180, em um jogo muito movimentado o Corinthians saiu na frente do nosso INTER rumo a libertadores de 2010, mas vou frisar novamente, nada vem fácil para nos Colorados e por isso temos que nos motivar ainda mais para a grande finalíssima no Beira Rio em 01/07/2009, lotar as arquibancadas do Gigante e empurrar nosso time para o título da Copa do Brasil.
Fizemos uma boa partida ontem até o momento em que o Corinthians comecou a parar todas as nossas jogadas com faltas,nao punidas pelo árbitro Heber Roberto Lopes, em uma possível protecão aos jogadores Corinthianos que estavam pendurados para a final.
Mas o Internacional e muito maior que isso e iremos firmes rumo a essa conquista com muita garra gaúcha, que e assim peleando nos pampas que conseguimos grandes feitos. Com o reforco certo de nossos dois selecionáveis, mais D'Alessandro, faremos mais uma partida épica. Quem não lembra dos 5 x 1 no Paraná em 23/04/2008 pela mesma Copa do Brasil, então lembre-se o Colorado sempre tem algo a mais, VAMO,VAMO INTEEEEEERRRR.....


Correspondente da Irlanda
Daniel da Costa- Vermelho

quarta-feira, 17 de junho de 2009

INTERNACIONAL vs. Corinthians

Bom Colorados e Fiéis, chegamos há mais uma final no ano de nosso centenário e claro com muita luta, pois, nada vem fácil para nós colorados. E com o apoio maciço de nossa torcida iremos para mais um grande clássico brasileiro em uma final de Copa do Brasil.
Em dois grandes jogos contra o Coritiba, uma vitoria de 3 x 1 no Gigante e uma derrota de 1 x 0 no Couto Pereira, confirmando a classificação no saldo. Já o Corinthians que passou pelo Vasco da Gama com dois empates vem pelo segundo ano consecutivo para uma final de Copa do Brasil.
A rivalidade destes dois grandes clubes brasileiros vem de muitos anos, inclusive de final de campeonato brasileiro. Onde nosso COLORADO sagrou-se bicampeão brasileiro de 1976. A grande final foi disputada no Beira Rio em 12 de dezembro 1976 com a arbitragem de Jose Roberto Wright e para um publico de 84000 pessoas e renda de Cr$ 3.200.795.
O Inter claro saiu vitorioso em um grande espetáculo, 2 x 0 com gols de Dario aos 29 e Valdomiro aos 57. A escalação dos times foi:
2- Manga; Claudio, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Cacapava, Falcão e Batista;Valdomiro, Dario e Lula. T. Rubens Minelli.
0- Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo, Russo e Neca; Vaguinho, Geraldão e Romeu. T. Duque.

Campanha do Bicampeão
23 jogos54 pontos ganhos19 vitórias1 empates3 derrotas59 gols pró13 gols contra

A rivalidade se acirrou muito no campeonato brasileiro de 2005 quando o clube paulista foi beneficiado pela “máfia do apito”, remarcando dois jogos que o alvinegro havia perdido e que com a realização de novas partidas conseguiu reverter os resultados a seu favor com uma vitória e um empate.
No confronto com o Inter em São Paulo, em 20 de novembro de 2005, um pênalti não marcado do goleiro Fábio Costa no volante Tinga, pelo arbitro Marcio Rezende de Freitas nos tirou o título daquele ano.
Em 2007, o troco, o Corinthians precisava do resultado de seu jogo e de combinações, torcer pelo Inter contra o Goiás no Serra Dourada, mas o Inter saiu derrotado de lá e lançou o timão na segundona do ano seguinte.
Mas estamos em 2009 e a história agora vai ser diferente estarão frente a frente dois clubes gigantes do Brasil, e em jogo está a Copa do Brasil caminho mais curto a percorrer para a tão sonhada vaga na Libertadores de 2010.
No ultimo dia 31 de maio o Inter atingiu a marca dos 90 mil sócios, superando assim o River Plate da Argentina e tornando-se o maior quadro social da América Latina, e é com essa força que iremos atingir o objetivo 100 anos, 100.000 sócios.
Nós da FIÉIS DE ESTANCIA VELHA queremos pedir e invocar a todos os colorados de todos os rincões que vistam suas camisas, que empunhem suas bandeiras, que vão ao estádio, que se associem e que soltem o grito da garganta para incentivar nosso time rumo a mais essa conquista, tão importante no ano de nosso centenário.
OHHH, VAMO, VAMO INTEEEERRRR........

Daniel Costa
(Correspondente da Irlanda)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um jogo para a história: Inter faz 8 a 1 no Caxias e é bicampeão gaúcho invicto

Sobre o jogo, pode chamar de chocolate, de massacre, de passeio, de humilhação. Sobre a equipe, vale dizer que atuou como máquina, carrossel, um timaço de embasbacar. O Inter, no ano de seu centenário, fez história. O bicampeonato gaúcho, com a conquista da Taça Fábio Koff, saiu na tarde deste domingo, no Beira-Rio, com uma goleada impressionante sobre o Caxias: 8 a 1, placar idêntico ao da final do ano passado, contra o Juventude. O primeiro título do novo século de vida do clube colorado consolida a imagem de uma equipe que, em algumas ocasiões, parece ser de outro mundo. O Inter conquistou o Gauchão de forma invicta. Atenção aos números: em 21 jogos, 18 vitórias e apenas três empates. É o 39º Gauchão conquistado pelo Inter, que abre vantagem de quatro canecos sobre o Grêmio. O novo título foi fruto de uma atuação perfeita, para lembrar o rolo compressor, os heróis dos anos 70, os campeões mundiais de 2006. O primeiro tempo virou 7 a 0. Sim, é isso mesmo: o primeiro tempo, só os 45 minutos iniciais, terminou 7 a 0! Agora, o Inter parte para objetivos maiores. Na quarta-feira, tem jogo contra o Guarani pela Copa do Brasil. A classificação às oitavas-de-final está encaminhada. E depois vem o Campeonato Brasileiro, sonho vermelho desde a conquista de 1979. Por mais que o Gauchão não seja parâmetro, o time de 2009 parece pronto para entrar no Nacional mais forte do que jamais aconteceu em sua história. A ressalva é que no ano passado a equipe então comandada por Abel Braga tinha dado a mesma impressão. E não comprovou depois. Um primeiro tempo para jamais esquecer Quando o árbitro Leandro Vuaden encerrou o primeiro tempo, o goleiro Rafael, do Caxias, caminhou lentamente até o vestiário. Nos olhos, lágrimas. Ele não acreditava que havia levado sete gols em 45 minutos. O Inter destruiu com o adversário na etapa inicial por dois motivos. Primeiro, pela qualidade de jogadores como D’Alessandro, Taison, Nilmar, Magrão e Guiñazu, todos em excelente tarde. Segundo, porque lutou sempre. Mordeu a cada minuto, disputou todas as bolas, jogou como se estivesse em uma decisão de Mundial. Foi um time perfeito, o extremo oposto do Caxias, que parecia amador. O primeiro gol saiu com seis minutos. D’Alessandro, na ponta direita, mandou a bola na cabeça de Magrão, que completou para a rede. A vantagem era o primeiro sinal de que o título sairia fácil, fácil. O Inter jogava por música, colocava o Caxias na roda, em uma prévia daquilo que comprovaria no placar. Taison, artilheiro e craque do Gauchão, fez o segundo. A jogada, como de costume, passou por D’Alessandro, que fez a bola viajar de uma ponta para a outra do campo, até os pés de Kleber. O lateral mandou na área para o guri concluir: 2 a 0. Eram 15 minutos. Com mais três, saiu outro gol. Bolívar acionou Nilmar em profundidade. O atacante mandou no canto de Rafael: 3 a 0. Ele mal teve tempo de comemorar e respirar até fazer mais um. D’Alessandro lançou a bola na área, a zaga cortou e o camisa 9 completou. Com 22 minutos, já era goleada. Em uma tarde perfeita para os colorados, até Guiñazu, ídolo máximo da galera, fez gol. Ele recebeu em profundidade e desviou do goleiro. O Beira-Rio explodiu em euforia, aplausos e gritos de incentivo para o argentino. Todos os jogadores correram para vibrar com o capitão do time, que raramente chuta a gol. O detalhe é que, poucos minutos depois, com o placar de 5 a 0, lá estava o carequinha na linha de fundo defensiva caçando um adversário, dando carrinho, evitando o ataque adversário. O gol mais bonito foi de Magrão, o melhor jogador em campo. O volante recebeu na entrada da área, viu o goleiro adiantado e deu um toquezinho leve, por baixo da bola, em lance de craque. Ela entrou no ângulo. Golaço. 6 a 0 no placar. O resultado ficaria ainda mais absurdo. Aos 43 minutos, Taison fez fila na zaga e ficou pronto para marcar. Mas aí ele olhou para o lado e viu o amigo D’Alessandro livre. O argentino recebeu e concluiu sem problemas para fazer 7 a 0.

Aplausos para o Caxias

Com o título assegurado, o Inter acalmou o jogo no segundo tempo. Seguiu com o controle total, mas se tornou menos agudo. O Caxias, sem o pavor de antes, conseguiu ir para o ataque e até fez gol. O colombiano Cristian Borja, primo do ex-colorado Rentería, fez linda jogada pela ponta esquerda, tocou a bola entre as pernas de Índio, tabelou e mandou para o gol. Ele foi prontamente aplaudido pelos colorados.
Tite mexeu no time. Mandou a campo três jogadores importantes na campanha do título invicto. O atacante Alecsandro, o meia Andrezinho e o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro entraram nas vagas de D’Alessandro, Nilmar e Magrão, respectivamente. Conforme passava o tempo, a torcida fazia a contagem regressiva para a festa. O Inter seguiu tocando a bola, deixando os ponteiros do relógio correrem. Mas faltava o gol no segundo tempo. Ele ele veio aos 43: cruzamento de Kléber e cabeçada de Álvaro. O primeiro título do novo século de vida do Inter estava assegurado em uma tarde histórica.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Gigante! Em todos os sentidos।
No início do século passado, mais precisamente no ano de 1909, em 4 de abril, os irmãos Poppe, recém chegados de São Paulo à Porto Alegre e ali estabelecidos como comerciantes, realizaram uma reunião com estudantes e comerciários। O motivo daquela reunião era o desejo de praticar algum esporte, preferencialmente o futebol e a impossibilidade de serem acolhidos como membros por um dos clubes existentes na época, em Porto Alegre, pois a justificativa de que por se tratar de pessoas recém chegadas na cidade e por não serem conhecidos, não pareceu suficientemente razoável, numa época em que somente as pessoas de origem germânica eram admitidas em clubes como o Grêmio e o Fussball Porto Alegre।


O resultado dessa reunião entre comerciários e estudantes, liderada pelos irmãos Poppe, foi o nascimento de um clube, no qual todas as pessoas, independentemente de origem, raça ou status social, um clube de todos, onde todos poderiam jogar. Escreveram, com isso, uma das mais belas páginas da historio do Desporto, que nosso país já viu. Senão a mais bela, pois sua primeira página inicia com “D” de Democracia, palavra cujo significado mais aprimorado e efetivo nosso pais veio conhecer apenas no final da década de 80, com a conquista do voto direto e sufrágio universal e com a promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Mal sabiam aqueles jovens que desse ato de inconformismo deles nascia um verdadeiro gigante, o Sport Club Internacional.

Obviamente, esse gigante nasceu pequeno, seu crescimento se deu aos poucos. Da sala emprestada na Avenida Redenção, número 141 (atual número 1025 da Av. João Pessoa), do campinho da Ilhota, onde iniciaram os primeiros treinos, ainda no mês de sua fundação, para os Eucaliptos em 1931; dos primeiros nove meses de derrotas, iniciando-se pelo fatidico 10 x 0 sofridos na primeiro clássico Grenal em 18 de julho de 1909 (sem esquecer que o rival já tinha seis anos de experiência), ao primeiro empate em 07 de setembro de 1909 contra o Militar Football Club, e a primeira vitória por 2 x 1 contra o mesmo adversário, em 12 de outubro daquele ano, e o primeiro título em 1913, como Campeão Metropolitano, de forma invicta. Do Rolo Compressor na década de 40, que para muitos foi o melhor time de futebol que já se viu, e da fundação do Gigante da Beira-Rio em 1969, ao octacampeonato gaúcho (69-76) e ao Campeonato Brasileiro de 1975, o primeiro conquistado por uma equipe gaúcha, do Bi de 1976 e do Campeonato Brasileiro Invicto de 1979, feito que até hoje não foi igualado por nenhum outro time brasileiro, estes já anos de glória!

Um gigante que nas décadas de 80 e 90 parecia ter adormecido, e com seu aparente sono, trouxe aos seus fãs e torcedores amargas doses de sofrimento, por vezes amenizadas com o Tetracampeonato Gaúcho (1981-1984), o Troféu Joan Gamper (vencendo o Barcelona e o Manchester City), pela Copa do Brasil de 1992 e pelos estaduais de 1991, 1992,1994 e 1997. Décadas que embora façam parte de sua história, muitos desejariam não ter vivido. Mas, o gigante cruzou as fronteiras e conquistou tudo o que havia a ser conquistado, nossas recentes glórias, a Taça Libertadores da América e do Mundial FIFA Interclubes de 2006; à conquista da Recopa Sul-Americana de 2007, recebendo a inédita Tríplice Coroa Internacional; à Copa Dubai e Copa Sul-Americana em 2008, tornando-o verdadeiramente GIGANTE, o único campeão de tudo conquistando todos os campeonatos oficiais que um clube da América do Sul pode almejar.

E não foram só títulos, com estes conquistou novos associados, hoje são mais de 80 mil, que fazem deste Gigante um dos maiores clubes do mundo, que possui representação por consulados, associações e confrarias em todo o país e no exterior, e que no último dia quatro de abril completou um século de história numa comemoração nunca antes vista. Uma festa sem precedentes, com direito a caminhada com mais de 35 mil colorados pelas ruas de Porto Alegre, almoços, jantares, festas e comemorações em cada uma das cidades onde o Sport Club Internacional possui consulado, associação ou confraria de torcedores, uma festa que rememorou a toda essa história, contada sinteticamente nessas breves linhas e com a presença dos seus mais ilustres protagonistas, na noite do último sábado, no Gigantinho.

Mas essa festa, por mais perfeita que fosse sua organização e seu planejamento, não estaria completa, se não fosse a cereja do bolo, ofertada pelo destino. Quisera o destino, ou o mau planejamento do co-irmão, que o Caxias impusesse ao Grêmio um placar de 4 x 0 na noite da quinta-feira 02 de abril de 2009, empurrando o arqui-rival para um confronto histórico em nossa casa, no final de semana das comemorações do nosso centenário.

E mais uma vez, o Inter foi Gigante. Nem o Garciba com uma visão um tanto míope conseguiu estragar a festa, pois Andrézinho e Índio, resolveram o jogo, com a colaboração dos incansáveis Guiñazu, Magrão e Sandro, e o toque todo especial de D’Alessandro. Uma virada espetacular, coroou o final de semana dos colorados e comemoramos mais uma vez, agora sim, por um c
apricho do destino em reservar um Grenal para o domingo do centenário, tornou nossa festa completa!



Everson Vargas
eversonvargas@gmail.com

domingo, 5 de abril de 2009

Os destaques do clássico 376



Sandro brilha no meio-campo
Em sua primeira temporada como titular, o volante Sandro talvez tenha feito no clássico Gre-Nal no Beira-Rio a sua melhor atuação com a camisa colorada. Com seu estilo moderno, marcou com precisão e mostrou velocidade e qualidade para a saída de bola. O garoto foi perfeito nos desarmes e ainda mostrou uma grande qualidade: o do arranque para o contra-ataque. Com suas passadas longas, deixou para trás os adversários em uma bela jogada, aos cinco minutos do segundo tempo.
Índio, o matador de imortais
E de repente Gre-Nal virou um programa de índio... Sim porque poucas vezes se viu na história do maior clássico do Rio Grande um jogador que decidisse tanto quanto o zagueirão Índio. Ele marcou o gol da virada colorada neste domingo e novamente decidiu o clássico. Agora já são cinco gols em clássicos.
E por falar em números, os do gol do Índio são históricos. Foi o seu 24º gol com a camisa colorada no seu 200º jogo pelo Clube. Foi ainda o 100º gol do Inter no 100º clássico no Beira-Rio. O Beira-Rio que comemora 40 anos nesta sexta-feira.
Bolívar, o invicto em clássicos
Bolívar não sabe o que é sair de um clássico derrotado. Já são 11 jogos com sete vitórias e quatro empates. O versátil defensor que pode jogar de zagueiro ou de lateral-direito foi mais uma vez seguro nos desarmes no clássico deste domingo.
Tite ganha de Roth mais uma vez
O técnico Tite mais uma vez venceu o seu duelo tático com Celso Roth. Curiosamente, Tite nunca perdeu um clássico para o companheiro de profissão, seja jogando no Inter ou no rival.
D´Alessandro entra e decide
O argentino D´Alessandro voltou ao time em grande estilo. Depois de ficar parado por lesão, o meia entrou aos 19min do segundo tempo no lugar de Andrezinho, que também foi muito bem, marcando inclusive o gol de empate. Pois D´Alessandro entrou e mostrou o seu grande talento mais uma vez. Foi dele o passe genial para Índio, no lance do segundo gol colorado.
Torcida faz grande festa na arquibancada
A torcida colorada no Beira-Rio viveu uma tarde de sonhos. Ironizou o rival, principalmente o seu técnico, empurrou o time e saiu do clássico fazendo grande festa e podendo observar a torcida do Grêmio em silêncio...
A ironia colorada teve um dos seus principais momentos quando o sistema de som anunciou o nome do técnico Celso Roth. Os mais de 40 mil colorados vibraram muito. Durante o jogo, os gritos de “Fica, Celso Roth”, também foram constantes.
Os cânticos colorados também foram emocionantes. Parece que a cada partida no Beira-Rio, mais e mais gente apóia e canta todas as músicas, em uma sinfonia vermelha.
Depois da partida, houve ainda os tradicionais “Adeus, Grêmio” e o “1, 2, 3, o Grêmio é freguês.
Invencibilidade em clássicos aumenta
Agora já são sete clássicos de invencibilidade. E mais: nos últimos quatro jogos, quatro vitórias. A rotina de superioridade em ainda três empates. A última derrota ocorreu há quase dois anos. E como o rival foi eliminado por antecipação do Gauchão, só haverá novo clássico em julho, durante o Brasileirão.
A supremacia colorada nos clássicos no Gauchão foi grande. Nos três jogos, três vitórias por 2 a 1. No primeiro, disputado em Erechim, D´Alessandro e Nilmar marcaram os gols. No Gre-Nal seguinte, Índio e Magrão fizeram os gols. E neste domingo, foi a vez de uma virada com gols de Andrezinho e novamente Índio.
Um final de semana inesquecível
O final de semana das comemorações do Centenário não vai sair da cabeça dos colorados por um bom tempo. Tudo começou com as festas de celebração dos 100 anos do Inter, na queima de foguetório da sexta-feira. Continuou no sábado com a caminhada espetacular que reuniu mais de 30 mil colorados nas ruas de Porto Alegre. Houve ainda a festa sensacional para mais de 3 mil convidados no Gigantinho. E a celebração encerrou com chave de ouro com a vitória no Gre-Nal e a eliminação do Grêmio.