
“Sou colorado e tenho prazer de estar aqui. Meu projeto é jogar e permanecer no Beira-Rio. Eu quero ganhar tudo. Se pudesse estaria em campo amanhã”, disse o jogador.
Nesta sexta-feira, ele vestiu a camisa do Inter, reencontrou o clube que o fez ser campeão da América de 2006 e afirmou que volta ao Beira-Rio ainda mais vermelho.
- Volto mais colorado ainda. Se eu pudesse ser duas vezes colorado, seria. Com todo o respeito aos outros, sou colorado mesmo. Não é para fazer média. Falo isso de coração – afirmou o jogador.
A torcida do Inter leva uma beliscada no coração ao lembrar de Paulo César Tinga. Foi ele quem fez, em 16 de agosto de 2006, o gol do título da Libertadores. Aproveitou cruzamento de Fernandão, desviou de cabeça e saiu correndo, eufórico. Tirou a camisa e acabou expulso. Foi campeão mesmo assim. Mas deixou o Inter dois dias depois, para aproveitar experiência de quatro anos no Borussia Dortmund, da Alemanha. Ele não teve o privilégio de disputar o Mundial de 2006. Agora, o objetivo é preencher essa lacuna.
- Estou torcendo para que o pessoal ganhe a Libertadores para eu ter essa oportunidade. Saí e deixei isso para os outros. Lógico que no dia, até antes, a coisa não tinha entrado muito na cabeça. Tinha ido para um clube fora do normal em termos de qualidade, de torcedor. Quando chegou o dia da final (contra o Barcelona), viajei para cá. Cheguei no dia. Quando desci em São Paulo, estava passando o jogo. Tive que entrar no avião. Fiquei ali dentro pensando: “era para eu estar lá”. O dia do jogo foi bem difícil. Eu gosto de ganhar. Foi uma oportunidade que perdi – disse Tinga.
É incerto quando o jogador poderá estrear pelo Inter. O clube tentará incluí-lo nas semifinais da Libertadores, para que ele possa disputar uma eventual decisão, mas o período de inscrição é anterior a agosto, quando ele poderá ser registrado na CBF – período em que reabre a janela de transferências do exterior. Além disso, o Inter analisa a expulsão dele na final de 2006.
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